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Mysteryland Chile 2014

 

Festival no Chile apresenta seu plano guia para uma evolução que busca conquistar um público mais maduro e focar na criação de experiências.

2014 será um novo ano para o Mysteryland, festival holandês que acontece no Chile nos dias 19, 20 e 21 de dezembro. Desta vez, com novos valores que definem o novo caminho que o evento irá traçar.

Primeiro de tudo, o festival busca inovar, expandir o público a fim de ter um festival mais diversificado. A este respeito, novos cenários com novas alternativas musicais serão implementadas. Outra novidade é a criação de "áreas preferenciais" para um público mais maduro.

Segundo declaração oficial, o Mysteryland buscará ser mais do que um festival de música, mas uma “viagem de descoberta” ligando a música e as pessoas em um lugar próximo à natureza. Espaços para diversão, ao ar livre, são revigorantes e necessários para compensar as pressões da vida moderna, e aproveitá-los em festivais torna-se mais e mais um estilo de vida. Este estilo de vida será associado a valores positivos, mostrados no slogan “I Love ML” ou “Yo Amo ML”.

O evento também irá replicar a campanha global do Mysteryland “Celebrate Safe”, reforçando a diversão saudável e responsável. Portanto, neste ano, haverá mais atividades relacionadas a arte, criatividade e cultura, além de mais opções gastronômicas e uma nova atitude para com o consumo responsável de álcool.

A primeira venda dos tickets antecipados, chamados "Prrrly Bird" é exclusiva para o país e começará no dia 02 de junho às 11:00 horas através do sistema PuntoTicket. Nos anos anteriores a venda foi esgotada em poucas horas .

 

Nos EUA, a maior fabricante de discos de vinil está aumentando sua produção

 

A empresa United Record Pressing está planejando aumentar o número de prensas que produzem os discos de vinil em mais de 50%: de 30 para 46. O novo espaço da URP, com 142 mil m², custou cerca de 12 milhões de reais e está situado na cidade de Nashville, Tennesse.


A capital Nashville, é apelidada de ‘Music City’ por ser um importante centro da indústria discográfica. O estado também é prestigiado por ser a terra do rei do rock, Elvis Presley e do mais famoso uísque Bourbon, Jack Daniels.


Jay Miller, diretor de marketing da companhia, afirmou que o aumento de conteúdos digitais tem ajudado no crescimento da indústria. O executivo afirmou em nota que “As pessoas querem algo tangível, com a melhor qualidade de som e os mais experientes, estão voltando para o vinil ao invés de voltar para o CD”. Miller relatou isso segundo algumas pesquisas do instituto Nielsen SoundScan, que revelaram uma alta no crescimento de vendas de vinil entre 2012 e 2013.

Série Dance Paradise, a primeira a cobrir grandes eventos da música eletrônica, estreia no canal BIS

 Série de TV 100% brasileira sobre música eletrônica já tem data de estreia, e passa pelo festival belga Tomorrowland

Dia 6 de maio, às 19h, estreia no canal a assinatura BIS, da Globosat, a série Dance Paradise. O primeiro episódio entra nos backstages do Tomorrowland, o festival de música eletrônica mais internacional do mundo. Realizado anualmente no mês de julho, na Bélgica, o evento reúne 180 mil pessoas de mais de 214 nacionalidades em três dias de festa.

A série, ao longo de mais de uma dezena de episódios, apresentará os melhores festivais de música eletrônica em países como Bélgica, Holanda, Alemanha, Espanha e Inglaterra. No Brasil, as cidades escolhidas foram São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro. Dentre os DJs entrevistados estão Steve Aoki, Armin Van Buuren, Tiësto, Carl Cox, Fedde Le Grand, Solomun, Pete Tong, os brasileiros Gui Boratto, Marky e muito mais.

Anteriormente chamado Multishow HD, o canal BIS, da Globosat, tem programação dedicada 100% à música. A grade de programas é um mix entre documentários, shows ao vivo e séries como a Dance Paradise.

Segundo Eduardo Petrelli, sócio e idealizador do projeto, o programa Dance Paradise tem o objetivo de mostrar algo nunca visto antes na TV brasileira: bastidores, entrevistas exclusivas, e muita musica eletrônica. “Estamos acostumados a ver apenas after movies dos grandes eventos, e um programa de 25 minutos com certeza pode mostrar muito mais do que eles realmente são”.

Leia abaixo uma entrevista completa sobre este grande projeto e não perca a estreia de Dance Paradise nesta terça-feira (06/05), às 19h no BIS.

Foi difícil definir quais eventos seriam apresentados no Dance Paradise?
Foi um pouco difícil, pois todos os anos novos eventos então aparecendo e não é fácil levar uma equipe de gravação para qualquer um deles, é preciso um planejamento para administrar os custos entre tantas outras coisas. Como esta é a primeira série, quisemos mostrar os eventos e locais mais famosos.

Quais seriam estes eventos e em quantos episódios a série será dividida?
Serão ao todo 13 episódios, totalizando uma temporada. Neles, iremos mostrar como são eventos como Tomorrowland, Amsterdam Dance Event, Ibiza, Mysteryland, Rio Music Conference, Warung, entre outros.

Como será a estrutura do programa?
O programa terá 25 minutos. Segue um roteiro subjetivo, como se a pessoa estivesse lá: mostramos um pouco da cidade, entrevistamos moradores, DJs e donos de clubs porém sempre com mais música e menos “falação”, lembrando que esse é o foco do canal BIS.

A EDM, o lado mainstream da música eletrônica, vem crescendo muito atualmente. Fora do Brasil isto é ainda mais visível?
Sim, a EDM está em crescimento vertical e todos estão percebendo isso, porém é visível que fora do Brasil o estilo está pelo menos uns 5 anos à frente: eventos em parques e lugares públicos são muito mais frequentes e apoiados pelas instituições públicas - isso mostra que, no mundo, os jovens já estão muito mais familiarizados com a musica eletrônica. O que nos deixa ainda mais felizes em poder fazer o primeiro programa sobre o tema aqui e mostrar todo este grande universo às pessoas que ainda não o conhecem!

Além de esclarecer as pessoas que são pouco familiares a este universo, como o programa será vantajoso para quem trabalha com música eletrônica?
Primeiramente, ele irá mostrar a diferença entre o Brasil e o exterior. Por exemplo, temos ótimos clubes e DJs, porém na parte de grandes eventos ainda estamos atrasados. No Brasil, para que seja possível realizar um grande evento, é preciso alugar uma chácara distante da cidade sem nenhuma infraestrutura, enquanto em Miami, Amsterdam e em várias outras cidades é possível fazer um evento gigante, no meio da cidade. No Brasil as pessoas ainda tem um "pré-conceito" com a musica eletrônica, e o programa busca mostrar que é um movimento natural da cultura jovem, que deve ser valorizado como tal.

A origem de tudo foi a rádio Dance Paradise, certo? Explique como ocorreu a evolução da Rádio para o programa de TV.
A Dance Paradise foi criada 6 anos atrás como um canal de rádio on-line, e hoje eu e meu sócio Richard Weber somos responsáveis pela transmissão do programa em 54 FMs em todo o território brasileiro. Paralelamente a essa mudança, modificamos o site para um portal de noticias, criamos mais 2 rádios on-line de estilos diferentes, totalizando mais de 100 radioshows de DJs nacionais e internacionais e fizemos mais de 100 eventos com atrações de peso como MOBY, John Digweed, Tiesto, Armin van Burren, entre outros. No último ano montamos a Dpmusic, selo de musica com foco em artistas nacionais e a Dpmovie, produtora de vídeo especializada em música eletrônica que produz a série Dance Paradise e tem clientes como Warung, Fedde Le Grand (Brasil Tour) e Life is a Loop. E agora apresentamos nosso programa de televisão sobre um assunto inédito: a EDM no mundo. É realmente muito especial este momento para toda a equipe e esperamos que vocês gostem!

 

Assista ao teaser da série Dance Paradise abaixo:

 

Dance Paradise Canal BIS from dpmovie on Vimeo.

Novo projeto de Renato Lopes e Murray Richardson: Electrica Salsa

Os amigos e DJs Murray Richardson e Renato Lopes estão com um novo projeto chamado ‘Electrica Salsa’, uma mistura de Londres e São Paulo um pouco fora do comum, com ritmos originais de mais de duas décadas, em um duo back2back. Clássicos do House, Techno, com pitadas de ritmos Baleáricos e Italo Disco são destaque.



Recentemente os DJs divulgaram o novo projeto em São Paulo na Trackers, no D4 Boteco Galeria, na Freak Chic (noite dentro do D-Egde), no Dining Club Panorâma e em Goiânia, no El Club.

Ouça mais desta mistura irreverente. Electrica Salsa no Soundcloud:

 

Bridges for Music produziu um documentário com alguns DJs na África do Sul.

 

Bridges for Music é uma organização não governamental sem fins lucrativos que apoia o conhecimento da música eletrônica em países em desenvolvimento, impactando positivamente as comunidades carentes e ajudando a elevar a consciência global sobre questões locais através da música.

A organização acredita que a música eletrônica é uma linguagem universal que pode ser usada para quebrar barreiras sócio-econômicas e é por esse motivo que o Bridges for Music gravou um documentário que mostra o processo  de alguns workshops e iniciativas que foram realizadas em alguns municípios da África do Sul com os DJs Richie Hawtin, Skrillex, Luciano e o residente do projeto Black Coffee. O documentário destina-se a refletir como a visita dessas figuras importantes da música trazem discussões, ideias e motivações para essas comunidades.

O objetivo central desse trabalho foi aumentar os valores reais da música e as grandes oportunidades que essa indústria pode criar, além da capacidade que ela tem de se desenvolver em novos territórios.

Confira no link o Teaser Oficial do documentário: Bridges for Music

Fachada do FIESP em São Paulo é transformada em uma plataforma interativa


Desde o dia 25 de março a fachada do edifício do FIESP na Avenida Paulista, em São Paulo foi transformada em uma exposição de arte digital interativa chamada PLAY!. A curadora dessa obra é a pesquisadora e escritora dinamarquesa, Tanya Loft em parceria com Marília Pascylli.

A Tofit House, primeira casa de arte independente e privada para membros do Brasil, está por trás dessa mostra de arte digital, que tem o objetivo de demonstrar que os jogos estão cada vez mais presentes na cultura e, agora, inclusive em ambientes abertos. O painel interativo estará no prédio do FIESP até o dia 04 de maio.

Para saber mais informações sobre a mostra acesse: FIESP SP

 

Helio Pimentel fala sobre a reabertura da Pedreira Paulo Leminski

 

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Um dos produtores de shows e eventos mais experientes do país, o curitibano Hélio Pimentel (conhecido como Helinho) está à frente de um dos projetos mais ambiciosos do cenário cultural paranaense atual: a reabertura do Parque das Pedreiras, onde está inserida e icônica Pedreira Paulo Leminski. A antiga pedreira que foi transformada em espaço de shows se confunde com a trajetória de Hélio, que sempre esteve ligado ao cenário musical e que era chamado de “prefeito da Pedreira”, dada sua participação na abertura do local em 1990.

INXS, AC/DC, Iron Maiden, Paul Mc Cartney, The Killers e Arctic Monkeys foram alguns dos artistas que tocaram no lugar, que chegou a receber públicos na casa de 30 mil pessoas. Em 2008, uma decisão judicial em um processo movido pelo Ministério Público fechou o espaço, e após 5 anos de disputas judiciais a Pedreira acaba de reabrir (em 29 de março de 2014), com Hélio à frente da gestão do espaço. No dia 17 de Maio será realizado o primeiro festival 100% voltado à música eletrônica na Pedreira, assinado pelo superclube catarinense Warung Beach Club.

Abaixo, você confere uma entrevista com Helinho, feita pelo RMC para a edição do RMC Curitiba em outubro de 2013.

Como você entrou no ramo de eventos?

Desde 1979 eu trabalho com eventos, comecei a trazer artistas para Curitiba em parceria com o Dody Sirena (produtor gaúcho): Gilberto Gil, Alceu Valença, nomes nacionais no início dos anos 80. Me mudei para o Rio e quando voltei a Curitiba no começo dos anos 90 trabalhei na Estação Primeira, uma rádio que na época estava muito à frente do seu tempo. Ela impulsionou a cena cultural de Curitiba, e possibilitou que a cidade entrasse no circuito de shows grandes, tanto que no início dos anos 90 tivemos muitos shows históricos aqui. Vendi a rádio e me dediquei a outras atividades, e depois voltei pros eventos através de uma parceria com a DCSet e o GRPCom para fazer o Lupaluna, festival que teve 4 edições e está com a quinta em estudos para 2014. Neste meio tempo surgiu a possibilidade de gestão da Pedreira Paulo Leminski, e hoje nosso foco é a reabertura deste espaço -  depois o foco será o conteúdo dele. 

No que vai focar o conteúdo da Pedreira?

Queremos transformar a Pedreira e a Ópera de Arame em uma usina de geração cultural com atividades permanentes. Seminários, workshops, tudo para a evolução da cultura. O foco não serão só os shows, na verdade queremos oferecer o espaço pra todos os produtores da cidade.

Curitiba já recebeu grandes shows, mas nos últimos anos a cidade parece estar fora do circuito de grandes eventos. O maior problema é a falta de lugares ou a cidade é uma praça difícil?

O grande problema é a falta de espaços grandes com acesso facilitado. A Pedreira está dentro da cidade e tem muitas belezas naturais, que transforma shows em eventos inesquecíveis, a ambientação é linda. Com o seu fechamento perdeu-se a cultura e o hábito do curitibano ir a grandes eventos. A reabertura deste espaço será um resgate, um recomeço depois deste lapso de tempo com ele fechado. A grande Curitiba tem 3 milhões de habitantes, força econômica e cultural, e será preciso resgatar o hábito das gerações antigas e conquistar as novas pra que elas frequentem grandes shows.

Instituições de ensino profissionalizantes, agências de DJs e de managers de projeção nacional, web radios, produtoras de vídeo: existem diversos segmentos da economia criativa ligados à música que estão em alta em Curitiba. Novos espaços para grandes shows e eventos podem aquecer ainda mais este setor?  

A cena eletrônica de Curitiba é muito produtiva. O segmento cresceu muito nos últimos anos, temos grandes festivais como Tribaltech, XXXPerience, que reúnem milhares de pessoas, temos DJs com reconhecimento internacional, escolas e público. Mas acredito que faltam grandes espaços para eventos maiores do gênero sim, o que acontece em Balneário Camboriú é um bom exemplo do potencial que temos aqui. Precisamos oferecer espaços que recebam grandes públicos com conforto e segurança.

Quais shows marcaram sua história como produtor e quais você sonha em trazer para a cidade?

Fiz um show especial que me marcou muito: Jethro Tull em 1990, no Círculo Militar. O Ian Anderson (líder da banda) chegou em Curitiba e foi do aeroporto para o lugar do show, onde ficou o dia todo passando o som, fazendo testes, ajustes, sempre muito cuidadoso. O show começou às 21hs em ponto, e a acústica do local é muito complicada porque existe uma área envidraçada muito grande. Entretanto, ele fez um som perfeito, transformou o espaço completamente: pela sua experiência e profissionalismo. Foi muito marcante esta lição dele. Neste meio da música os grandes são os profissionais, os que se dedicam de verdade e de modo incansável.

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